O que faz um(a) Analista de Redes
Principais responsabilidades
- Projetar e implantar arquiteturas de redes LAN, WAN, Wi-Fi e SD-WAN
- Configurar e manter roteadores, switches, firewalls e balanceadores de carga
- Monitorar desempenho e disponibilidade de redes com ferramentas de NOC
- Diagnosticar e resolver incidentes de conectividade em tempo hábil
- Documentar topologias, políticas de acesso e procedimentos de mudança
- Avaliar e implantar soluções de conectividade em nuvem (AWS, Azure, GCP)
Entregáveis típicos
Áreas de atuação e setores
Onde se trabalha
Formação e requisitos
- Graduação
- Tecnólogo em Redes de Computadores ou Bacharelado em Ciência da Computação
- Duração
- 2.5 anos
- Modalidade
- Presencial e EaD disponíveis; tecnólogo em 2 a 2,5 anos, bacharelado em 4 anos. Atividades práticas em laboratório de redes são parte essencial da formação.
- Exigência legal
- A profissão de Analista de Redes não possui regulamentação legal específica nem exigência de registro em conselho profissional para exercer a função. A atuação é regida pela CBO 212410 e pela legislação geral de Tecnologia da Informação, incluindo o Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014).
Certificações relevantes
- CCNA (Cisco Certified Network Associate) · CiscoAlta
- CCNP Enterprise · CiscoAlta
- CompTIA Network+ · CompTIAMédia
- AWS Certified Advanced Networking – Specialty · Amazon Web ServicesAlta
Habilidades essenciais
Técnicas
- Roteamento e switching (OSPF, BGP, VLANs)
- Configuração de firewalls e VPNs
- Protocolos TCP/IP, DNS, DHCP, NAT
- Cloud networking (AWS VPC, Azure VNet)
- Monitoramento com Zabbix, Grafana, PRTG
- Scripting para automação de redes (Python/Ansible)
Comportamentais
- Capacidade analítica para diagnóstico de falhas
- Comunicação técnica com equipes de negócio
- Trabalho sob pressão em incidentes críticos
- Organização e documentação
- Aprendizado contínuo
Ferramentas
- Cisco IOS / IOS-XE
- Wireshark
- Zabbix / PRTG
- GNS3 / EVE-NG
- Ansible / Terraform
- AWS / Azure
Trajetória de carreira
- 1JrJúnior0–2 anos
Suporte N1/N2, monitoramento e configurações básicas sob supervisão
- 2PlPleno2–5 anos
Gestão autônoma de projetos de redes, troubleshooting avançado e CCNP
- 3SrSênior5–10 anos
Arquitetura de redes complexas, cloud networking e liderança técnica
- 4LeadArquiteto/Gestor de Infraestrutura10+ anos
Definição de estratégia de infraestrutura, orçamento e gestão de equipe
Especialista Técnico
- Redes corporativas → SD-WAN / MPLS → Arquitetura multi-site
- Segurança de redes → Firewall avançado → Analista de Segurança (SOC)
- Cloud networking → Hybrid cloud → Network Automation Engineer
Gestão
- Tech Lead de Infraestrutura → Coordenador de TI → Gerente de Infraestrutura
- Gestão de fornecedores de conectividade e SLAs
- Transição para CISO com base em segurança de redes
Quanto ganha um(a) Analista de Redes
| Nível | Salário médio (mês) | Experiência |
|---|---|---|
| Júnior | R$ 2.700 | Estimado pelo percentil 25 (CAGED) |
| Pleno | R$ 4.039 | Estimado pela mediana (CAGED) |
| Sênior | R$ 11.000 | Estimado pelo percentil 90 (CAGED) |
Média geral: R$ 5.520/mês · Fonte: Novo CAGED / Ministério do Trabalho e Emprego (microdados) · Coleta: 2026-04
- Médias salariais de admissão (salário de contratação), 2025-06 a 2026-04.
- Valores ponderados por nº de registros; faixas estimadas por percentis.
- Analista de redes e de comunicacao de dados
Evolução salarial por estado (últimos 11 meses)
Mercado e tendências
- Digitalização acelerada das empresas brasileiras mantém demanda constante por profissionais de redes
- Adoção de SD-WAN e cloud networking (AWS, Azure) cria especialização de alta remuneração
- Setor de telecomunicações e fintechs são os maiores contratantes na CBO 212410
- Automação de redes com Python e Ansible é diferencial crescente para senioridade
- Trabalho híbrido é comum na área, especialmente em funções de projeto e arquitetura
Tendências para os próximos anos
Mitos e verdades
Analista de Redes será substituído pela nuvem
A nuvem amplia o escopo: profissionais precisam dominar cloud networking (VPCs, VPNs híbridas) além das redes on-premises, tornando o perfil mais valioso, não obsoleto.
Basta o tecnólogo de 2 anos para ser bem remunerado
A graduação é ponto de partida; o mercado remunera acima da média quem combina formação com certificações Cisco/CompTIA e experiência prática documentada.
Certificações internacionais fazem diferença salarial real
CCNA e CCNP da Cisco são amplamente cobradas em vagas de Analista de Redes Pleno e Sênior no Brasil, influenciando diretamente a faixa salarial negociada.
A profissão não requer programação
Automação de redes com Python e Ansible é tendência crescente e já requisito em vagas sênior. Profissionais que programam gerenciam redes maiores com menos esforço manual.
Como começar
- 1Concluir tecnólogo em Redes de Computadores ou cursar as disciplinas de redes em Ciência/Engenharia da Computação
- 2Montar laboratório virtual com GNS3 ou EVE-NG para praticar configurações reais
- 3Obter certificação CCNA (Cisco) como primeiro marco profissional reconhecido pelo mercado
- 4Buscar estágio ou posição de Suporte N1/N2 para ganhar experiência com ambiente produtivo
- 5Construir portfólio com topologias documentadas, scripts de automação e laboratórios no GitHub
- 6Expandir para cloud networking (AWS/Azure) e segurança para ampliar empregabilidade
Quem já trabalha na área
“Comecei pelo tecnólogo em Redes de Computadores e, ainda cursando, montei um laboratório no GNS3 para praticar configurações Cisco. Quando saí da faculdade já tinha a CCNA e experiência de estágio documentada. Consegui minha primeira vaga CLT em 3 meses de busca ativa, com salário de R$ 2.800. O laboratório virtual fez toda a diferença nas entrevistas técnicas.”
“Trabalho em uma fintech e cuido da infraestrutura de redes para mais de 800 usuários. A CCNP me abriu portas para uma promoção e aumento de quase 40% no salário. O diferencial foi dominar automação com Python — consegui reduzir o tempo de provisionamento de VLANs de horas para minutos, o que impressionou muito a gestão.”
“Passei 12 anos na área, da configuração de switches até projetar a migração da infraestrutura inteira para cloud híbrida na empresa onde trabalho. O mercado mudou muito: hoje quem só sabe de redes físicas tem teto. Quem combina CCNP com AWS e sabe automatizar tem praticamente carta branca para negociar. Meu salário atual está acima de R$ 14 mil.”
Perguntas frequentes
O que faz um Analista de Redes no dia a dia?
O Analista de Redes projeta, configura, monitora e mantém a infraestrutura de redes de computadores de uma organização. No cotidiano, isso envolve: configurar roteadores e switches (ex.: Cisco, Juniper), gerenciar firewalls e VPNs, monitorar disponibilidade e desempenho dos links com ferramentas como Zabbix ou PRTG, diagnosticar falhas de conectividade e aplicar correções, documentar topologias e mudanças de configuração, e avaliar novas tecnologias como SD-WAN ou cloud networking para projetos de modernização.
Quanto ganha um Analista de Redes (início/média/sênior)?
De acordo com os microdados do Novo CAGED/MTE (CBO 212410), a remuneração média é de R$ 5.520. A faixa Júnior (p25) fica em torno de R$ 2.700, a mediana (Pleno) em R$ 4.039 e os perfis Sênior (p90) alcançam R$ 11.000. Capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba concentram as melhores remunerações, e certificações Cisco (CCNA/CCNP) costumam elevar o salário negociado.
Preciso de graduação ou basta uma certificação como CCNA?
A graduação (tecnólogo em Redes de Computadores ou bacharelado em Ciência da Computação) é o caminho recomendado e exigido na maioria das vagas formais CLT. A CCNA é um diferencial técnico reconhecido internacionalmente, mas não substitui a formação superior para posições plenas e sênior. A combinação graduação + CCNA é o perfil mais competitivo no mercado brasileiro.
É possível trabalhar remoto como Analista de Redes?
Parcialmente. Atividades de projeto, documentação, monitoramento remoto e configuração via CLI/cloud podem ser realizadas de forma remota. No entanto, instalações físicas de equipamentos, cabeamento estruturado e atendimento a falhas de hardware ainda exigem presença no local. Funções em empresas com infraestrutura 100% em nuvem tendem a oferecer mais flexibilidade de trabalho remoto.
Quais certificações são mais valorizadas para Analista de Redes no Brasil?
As certificações mais cobradas nas vagas brasileiras são: CCNA (Cisco Certified Network Associate) para posições Júnior/Pleno, CCNP (Cisco Certified Network Professional) para Pleno/Sênior, CompTIA Network+ como base reconhecida e CompTIA Security+ para quem transita para segurança de redes. Para atuação em nuvem, as certificações AWS (Solutions Architect) e Azure (AZ-700 Networking) são crescentemente exigidas.
Fontes
- CBO 212410 – Analista de Redes e de Comunicação de Dados
- Salário Analista de Redes – CAGED/MTE (CBO 212410)
- Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia – MEC (Redes de Computadores)
- Diretrizes Curriculares Nacionais para Computação – MEC/CNE
- Marco Civil da Internet – Lei nº 12.965/2014
- Portal MEC – Cursos de Computação
Última revisão: 2026-06-02