O que faz um(a) Economista
Principais responsabilidades
- Analisar indicadores macroeconômicos (inflação, câmbio, juros, PIB) e elaborar relatórios de conjuntura
- Desenvolver modelos econométricos e projeções de cenários
- Elaborar estudos de viabilidade econômico-financeira de projetos
- Assessorar na formulação de políticas públicas e estratégias corporativas
- Acompanhar legislação econômica, tributária e regulatória
- Gerir riscos de mercado, crédito e liquidez em instituições financeiras
Entregáveis típicos
Áreas de atuação e setores
Onde se trabalha
Formação e requisitos
- Graduação
- Bacharelado em Ciências Econômicas (Economia)
- Duração
- 4 anos
- Modalidade
- Presencial e EAD; estágio supervisionado obrigatório conforme diretrizes curriculares do MEC/CNE.
- Exigência legal
- Registro obrigatório no Conselho Regional de Economia (CORECON) para exercer a profissão. Exige diploma de bacharel em Ciências Econômicas reconhecido pelo MEC, conforme a Lei nº 1.411/1951 e o Decreto nº 31.794/1952.
Certificações relevantes
- CFA — Chartered Financial Analyst · CFA InstituteAlta
- CFP — Certified Financial Planner · CFP Board / PLANEJAR (Brasil)Alta
- Especialização em Economia Aplicada / Finanças · FGV / Insper / USPAlta
- Certificação em Análise de Dados com Python/R · Datacamp / Coursera / UdemyMédia
Habilidades essenciais
Técnicas
- Econometria e modelagem quantitativa
- Análise macroeconômica
- Finanças corporativas e mercado de capitais
- Estatística aplicada e análise de dados
- Elaboração de estudos de viabilidade
- Comércio exterior e câmbio
Comportamentais
- Pensamento analítico e crítico
- Comunicação escrita e oral para públicos técnicos e não técnicos
- Capacidade de síntese e argumentação
- Ética profissional e sigilo
- Gestão de prazos em cenários de alta volatilidade
Ferramentas
- R e Python
- Excel avançado e Power BI
- Stata / EViews
- Bloomberg / Reuters Eikon
- SIDRA/IBGE, SGS/Banco Central
- SIAFI/SIOPE
Trajetória de carreira
- 1JrJúnior0–2 anos
Coleta e tratamento de dados, elaboração de relatórios de conjuntura supervisionados
- 2PlPleno2–5 anos
Modelos econométricos autônomos, projeções de cenários e assessoria a gestores
- 3SrSênior5–10 anos
Coordenação de estudos complexos, interlocução com clientes/governo, nicho especializado
- 4LeadGerente/Chefe Econômico10+ anos
Direção de equipes, definição de metodologia, representação institucional
Mercado Financeiro
- Análise econômica → Research de investimentos → Estrategista-chefe
- Gestão de risco → Risk Manager → CRO
- Tesouraria bancária → Trader/Desk Head
Setor Público e Regulação
- Analista em órgão público (Banco Central, BNDES, IPEA) → Especialista → Coordenador
- Concurso para carreira de Estado (Auditor-Fiscal, AFRE, Analista de Planejamento)
- Formulação de políticas públicas → Assessoria ministerial
Consultoria e Academia
- Consultor Júnior → Sênior → Sócio em consultoria econômica
- Pós-graduação (Mestrado/Doutorado) → Pesquisador → Docente universitário
- Think tank e organismos internacionais (FMI, BID, Banco Mundial)
Quanto ganha um(a) Economista
| Nível | Salário médio (mês) | Experiência |
|---|---|---|
| Júnior | R$ 3.299 | Estimado pelo percentil 25 (CAGED) |
| Pleno | R$ 4.302 | Estimado pela mediana (CAGED) |
| Sênior | R$ 9.183 | Estimado pelo percentil 90 (CAGED) |
Média geral: R$ 5.583/mês · Fonte: Novo CAGED / Ministério do Trabalho e Emprego (microdados) · Coleta: 2026-04
- Médias salariais de admissão (salário de contratação), 2025-06 a 2026-04.
- Valores ponderados por nº de registros; faixas estimadas por percentis.
- Familia economista
Evolução salarial por estado (últimos 11 meses)
Mercado e tendências
- Demanda crescente por economistas com competências em ciência de dados e modelagem quantitativa no setor financeiro
- Expansão da agenda ESG e de finanças sustentáveis cria novas frentes de atuação em análise de impacto econômico-ambiental
- Mercado de capitais brasileiro em expansão (B3) eleva a procura por analistas de research e gestores de risco
- Setor público continua absorvendo economistas via concurso em órgãos como Banco Central, BNDES, Receita Federal e IPEA
Tendências para os próximos anos
Mitos e verdades
Economista só trabalha no governo ou em banco
A profissão abrange consultoria empresarial, comércio exterior, setor de energia, agronegócio, startups e academia, entre outras frentes igualmente relevantes.
Economista e Administrador fazem a mesma coisa
O economista foca em análise e modelagem de fenômenos econômicos e elaboração de políticas; o administrador foca na gestão e operação de organizações. As carreiras se complementam, mas têm escopos distintos.
O registro no CORECON é obrigatório para exercer a profissão
A Lei nº 1.411/1951 exige registro no Conselho Regional de Economia (CORECON) do estado de atuação como requisito para o exercício legal da profissão.
Economia é um curso puramente teórico, sem aplicação prática
A formação inclui econometria, análise de dados, elaboração de projetos e estágio supervisionado, habilitando o profissional para aplicações diretas no mercado de trabalho.
Como começar
- 1Concluir o bacharelado em Ciências Econômicas (4 anos) e registrar-se no CORECON do estado de atuação
- 2Escolher 1–2 áreas de foco (macro, finanças, setor público, comércio exterior) ainda na graduação
- 3Desenvolver projetos de análise econômica com dados públicos (IBGE, Banco Central) para construir portfólio
- 4Dominar pelo menos uma linguagem de análise de dados (Python ou R) além do Excel
- 5Buscar estágio em banco, consultoria ou órgão público para ganhar experiência prática
- 6Networking via CORECON (comissões temáticas) e associações como a ANPEC
Quem já trabalha na área
“Entrei no banco logo após me formar e registrar no CORECON-SP. O diferencial foi ter aprendido Python ainda na faculdade e ter um portfólio com análises de séries temporais do Banco Central. Hoje faço research de renda fixa e aprendo algo novo a cada semana.”
“Passei pela academia (mestrado na UnB) antes de migrar para consultoria. A formação quantitativa foi fundamental para estruturar modelos de impacto econômico para clientes do setor de infraestrutura. A profissão exige rigor, mas abre portas em praticamente todos os setores da economia.”
“Prestei concurso para a Secretaria de Fazenda do Paraná três anos após me formar. O registro no CORECON e o foco em finanças públicas durante a graduação foram decisivos. Hoje trabalho com análise de receita tributária e gosto muito da estabilidade e do impacto que o trabalho gera para a sociedade.”
Perguntas frequentes
O que faz um(a) Economista no dia a dia?
Analisa indicadores econômicos (inflação, câmbio, juros, PIB), elabora relatórios de conjuntura, desenvolve modelos econométricos, elabora estudos de viabilidade de projetos e assessora gestores em decisões estratégicas. O trabalho varia conforme o setor: no mercado financeiro, o foco é research e gestão de risco; no governo, políticas públicas e análise fiscal; em empresas, planejamento e orçamento.
Quanto ganha um(a) Economista (início/média/sênior)?
Pelos microdados do Novo CAGED/MTE (abril/2026): Júnior R$ 3.299 (percentil 25), Pleno R$ 4.302 (mediana) e Sênior R$ 9.183 (percentil 90). A média geral é de R$ 5.549. Economistas em bancos de grande porte, no Banco Central ou em consultorias de primeira linha tendem a superar esses valores significativamente.
O registro no CORECON é obrigatório?
Sim. A Lei nº 1.411, de 13 de Agosto de 1951, exige que o economista possua diploma de bacharel em Ciências Econômicas reconhecido pelo MEC e registro ativo no Conselho Regional de Economia (CORECON) do estado onde atua. Sem registro, o exercício da profissão é irregular.
Quais especializações e certificações são mais valorizadas?
No mercado financeiro, certificações CFA (CFA Institute) e CFP são diferenciais relevantes. Para análise de dados, cursos avançados em Python, R e Econometria aplicada se destacam. Pós-graduação em Finanças, Economia Aplicada ou Políticas Públicas (FGV, Insper, USP) amplia significativamente as oportunidades. Na área pública, concursos para carreiras de Estado (Banco Central, AFRE, EPPGG) exigem preparação específica.
É possível trabalhar remotamente como Economista?
Sim, especialmente em análise econômica, research, consultoria e elaboração de relatórios. Funções voltadas a dados e modelagem têm alta aderência ao trabalho remoto ou híbrido. Cargos em bancos e órgãos públicos tendem a ser mais presenciais, mas o setor de consultoria e análise independente tem elevada flexibilidade de localização.
Fontes
- Lei nº 1.411, de 13 de Agosto de 1951 — Regulamentação da Profissão de Economista
- Decreto nº 31.794, de 17 de Novembro de 1952 — Regulamenta a Lei nº 1.411/1951
- COFECON — Conselho Federal de Economia
- CBO 2512-05 — Economista — Classificação Brasileira de Ocupações
- Diretrizes Curriculares de Graduação — Portal MEC
- Novo CAGED / Ministério do Trabalho e Emprego — Microdados
Última revisão: 2026-06-02