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O que faz um(a) Historiador(a)?

Também conhecido como: Pesquisador(a) em História, Consultor(a) Histórico(a)

Em 1 minuto

Profissional habilitado(a) pela Lei nº 14.038/2020 para pesquisar, interpretar e divulgar o conhecimento histórico. Atua no ensino, na gestão de acervos, na assessoria documental e na consultoria sobre temas e fontes históricas em instituições públicas, privadas e culturais.

O que faz um(a) Historiador(a)

Principais responsabilidades

  • Planejar e executar pesquisas históricas com base em fontes primárias e secundárias
  • Ministrar aulas no ensino fundamental, médio e superior (conforme habilitação)
  • Assessorar a organização, conservação e avaliação de documentos históricos
  • Elaborar pareceres e laudos sobre temas e acervos históricos
  • Participar de projetos de preservação do patrimônio cultural e memória institucional
  • Desenvolver exposições, publicações e conteúdos de divulgação histórica

Entregáveis típicos

Relatórios e artigos de pesquisa históricaPareceres e laudos históricosPlanos de aula e materiais didáticosInventários e instrumentos de pesquisa de acervosRoteiros e consultorias para produções audiovisuaisDossiês de memória institucional

Áreas de atuação e setores

Ensino (educação básica e superior)Pesquisa acadêmica e científicaGestão de arquivos e documentação históricaMuseus, patrimônio e curadoria de acervosProdução audiovisual e consultoria históricaHistoriografia corporativa e memória empresarialPreservação do patrimônio cultural

Onde se trabalha

Setor público (federal, estadual, municipal — arquivos, museus, secretarias)Universidades e institutos de pesquisaSetor privado (compliance, gestão documental, responsabilidade social)ONGs e organizações culturaisEdTechs e produção de conteúdo educativo

Formação e requisitos

Graduação
Bacharelado ou Licenciatura em História
Duração
4 anos
Modalidade
Presencial, semipresencial e a distância. A licenciatura inclui disciplinas pedagógicas obrigatórias para atuação no ensino básico.
Exigência legal
A profissão é regulamentada pela Lei nº 14.038/2020. O exercício é assegurado a portadores de diploma de graduação em História (bacharelado ou licenciatura), bem como a detentores de mestrado ou doutorado em História. Profissionais de outras áreas que comprovem exercício da profissão por 5 ou mais anos antes da publicação da lei também estão habilitados. O registro prévio perante a autoridade trabalhista competente é exigido.

Certificações relevantes

  • Especialização em História e Patrimônio Cultural · Diversas universidades federais (ex.: UFRJ, UFMG, UFPE)Alta
  • Curso de Gestão Arquivística de Documentos · Arquivo Nacional (AN) / SIGAAlta
  • Mestrado em História · Programas de Pós-Graduação em História (CAPES)Alta

Habilidades essenciais

Técnicas

  • Pesquisa e análise de fontes primárias e secundárias
  • Historiografia e teoria da história
  • Paleografia e leitura de documentos históricos
  • Gestão e descrição arquivística
  • Redação acadêmica e técnica

Comportamentais

  • Pensamento crítico e análise contextual
  • Comunicação oral e escrita clara
  • Curiosidade intelectual e rigor metodológico
  • Trabalho com fontes diversas e perspectivas múltiplas
  • Ética na pesquisa e citação de fontes

Ferramentas

  • Bases de dados de periódicos
  • Software de gestão arquivística
  • Gestores bibliográficos
  • Ferramentas de digitalização e OCR
  • Plataformas de ensino a distância

Trajetória de carreira

  1. 1
    Jr
    Júnior
    0–2 anos

    Pesquisa orientada, iniciação científica, docência com supervisão

  2. 2
    Pl
    Pleno
    2–5 anos

    Projetos autônomos, pareceres, gestão de acervo

  3. 3
    Sr
    Sênior
    5–10 anos

    Coordenação de pesquisa, consultoria especializada, publicações

  4. 4
    Lead
    Coord./Especialista
    10+ anos

    Liderança de projetos culturais, gestão de equipes, nicho reconhecido

JúniorPlenoSêniorEspecialista/Coord.

Acadêmica e Docência

  • Iniciação científica → Mestrado → Doutorado
  • Professor(a) substituto(a) → Concurso docente público
  • Coordenação de curso → Pesquisador(a) sênior

Patrimônio e Cultura

  • Estagiário(a) em museu/arquivo → Técnico(a) de acervo
  • Curador(a) assistente → Curador(a) sênior
  • Coordenação de projetos de preservação e exposições

Corporativa e Audiovisual

  • Assistente de memória institucional → Consultor(a) histórico(a)
  • Pesquisador(a) para produções audiovisuais (séries, documentários)
  • Gestor(a) de conhecimento e compliance histórico

Quanto ganha um(a) Historiador(a)

NívelSalário médio (mês)Experiência
JúniorR$ 3.8260–2 anos
PlenoR$ 5.1322–5 anos
SêniorR$ 6.6465+ anos

Média geral: R$ 4.245/mês · Fonte: Salário.com.br — CBO 2035-20 (Historiador) · Coleta: 2026-01

  • Valores CLT, jornada de 41h semanais; não incluem bônus, comissões ou adicionais
  • Faixa geral: R$ 4.129 a R$ 7.991/mês conforme segmento e localidade
  • Docência pública (estatutária) segue plano de carreira próprio, com pisos distintos por ente federativo

Mercado e tendências

Crescimento anual
estável com crescimento pontual
Vagas ativas
mercado restrito; concentrado no setor público e cultura
Tendência salarial
estável; crescimento vinculado a pós-graduação e especialização
  • A Lei nº 14.038/2020 formalizou atribuições exclusivas e ampliou o reconhecimento da profissão fora do ensino
  • Demanda crescente por historiadores em projetos de memória empresarial, ESG e compliance de grandes corporações
  • Setor audiovisual (streaming, games históricos) contrata cada vez mais consultores históricos para garantir precisão de conteúdo
  • Digitalização de acervos em arquivos públicos e privados abre vagas em gestão documental e curadoria digital
  • Carreira predominantemente no setor público; setor privado cresce mas ainda representa parcela menor do mercado

Tendências para os próximos anos

Digitalização de acervos históricos públicos e privados gera demanda por curadoria digital
Projetos de memória institucional e ESG contratam historiadores no setor corporativo
Streaming e games históricos ampliam mercado de consultoria e pesquisa audiovisual
Uso de inteligência artificial em transcrição e análise de documentos históricos exige supervisão especializada
Patrimônio cultural e turismo histórico criam oportunidades em gestão de sítios e museus

Mitos e verdades

Mito

Historiador só pode ser professor

A Lei nº 14.038/2020 reconhece diversas atribuições: pesquisa, assessoramento documental, avaliação de acervos, pareceres históricos, consultoria em produção audiovisual e gestão de patrimônio cultural.

Mito

O mercado de trabalho para historiadores é quase inexistente

Além do ensino e da academia, há demanda em arquivos públicos e privados, museus, ONGs culturais, produtoras audiovisuais e empresas que desenvolvem projetos de memória institucional e ESG.

Verdade

A pós-graduação amplia significativamente as oportunidades na carreira

Mestrado e doutorado em História habilitam para docência universitária, coordenação de pesquisa e cargos seniores em instituições culturais, além de serem exigidos em concursos públicos de nível superior.

Mito

Historiador não precisa de registro profissional

A Lei nº 14.038/2020 exige registro prévio perante a autoridade trabalhista competente (Ministério do Trabalho e Emprego — MTE). A ANPUH é uma associação científica privada; seu sistema SIRPWEB é um cadastro voluntário e não substitui a obrigação legal perante o MTE.

Como começar

  1. 1Concluir graduação em História (bacharelado para pesquisa/arquivo; licenciatura para docência)
  2. 2Iniciar iniciação científica (PIBIC) ainda na graduação para construir portfólio acadêmico
  3. 3Realizar o registro profissional perante o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), conforme exigência da Lei nº 14.038/2020; o cadastro no sistema SIRPWEB da ANPUH é voluntário e complementar
  4. 4Buscar estágio em arquivos públicos, museus ou centros de memória
  5. 5Participar de eventos da ANPUH e grupos de pesquisa para construir rede profissional
  6. 6Definir área de especialização (ensino, patrimônio, arquivos, produção audiovisual) e aprofundar formação via pós-graduação ou cursos técnicos específicos

Quem já trabalha na área

Ingressei no arquivo público logo após a graduação e descobri que a gestão documental era muito mais rica do que eu imaginava. Digitalizar e descrever acervos do século XIX é um trabalho que une rigor técnico e paixão pela história. O registro na ANPUH abriu portas que eu não esperava.
Fernanda RibeiroHistoriadora — Arquivo Público Estadual · Recife-PE
Trabalho como consultor em séries e documentários históricos. A demanda por precisão factual cresceu muito com as plataformas de streaming. O bacharelado em História me deu a base metodológica; o restante aprendi pesquisando roteiros e trabalhando diretamente com diretores e roteiristas.
Rodrigo MenezesConsultor Histórico — Produtora Audiovisual · São Paulo-SP
Fiz licenciatura e logo prestei concurso estadual. A estabilidade do cargo público me permite também publicar artigos e participar de congressos da ANPUH. Quem entra na docência pública precisa entender que o crescimento salarial está atrelado ao plano de carreira, não ao tempo de mercado.
Carla NascimentoProfessora de História — Rede Estadual · Belo Horizonte-MG

Perguntas frequentes

O que faz um(a) Historiador(a) no dia a dia?

Pesquisa, interpreta e divulga o conhecimento histórico com base em fontes primárias e secundárias. No cotidiano, pode ministrar aulas, organizar e avaliar acervos documentais, elaborar pareceres históricos, assessorar produções audiovisuais ou desenvolver projetos de memória institucional. As atividades variam conforme o setor de atuação (ensino, arquivo, museu, corporativo).

Quanto ganha um(a) Historiador(a) (início/média/sênior)?

Segundo dados do Salário.com.br (CBO 2035-20, referência 2026): Júnior R$ 3.826/mês, Pleno R$ 5.132/mês e Sênior R$ 6.646/mês. A média geral é de R$ 4.245/mês (CLT, 41h semanais). Valores não incluem bônus ou adicionais. Docência pública segue plano de carreira do ente federativo e pode apresentar valores distintos.

Preciso de registro profissional para ser Historiador(a)?

Sim. A Lei nº 14.038/2020 exige registro prévio perante a autoridade trabalhista competente (Ministério do Trabalho e Emprego — MTE). A ANPUH (Associação Nacional de História) mantém o sistema SIRPWEB como cadastro voluntário e complementar, sem caráter obrigatório por lei.

Bacharelado ou Licenciatura em História: qual escolher?

A licenciatura habilita para a docência no ensino fundamental e médio (exigência legal). O bacharelado é voltado para pesquisa, gestão de acervos, patrimônio e consultoria. Algumas universidades oferecem currículo duplo. A escolha depende do objetivo de carreira: ensino básico exige licenciatura; academia, arquivos e setor privado, bacharelado ou ambos.

Quais habilidades e formações complementares são mais valorizadas?

Paleografia, gestão arquivística (normas ISAD-G, descrição arquivística), línguas estrangeiras (essencial para pesquisa em fontes internacionais), redação acadêmica e técnica, e familiaridade com ferramentas digitais de gestão de acervos (ICA-AtoM, ArchivesSpace). Para o setor audiovisual, conhecimento de roteiro e metodologia de consultoria são diferenciais. Pós-graduação (especialização, mestrado) é frequentemente exigida em cargos públicos de nível superior.

Fontes

Última revisão: 2026-06-02

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