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Graduação em Design de Interiores

Tecnólogo2 anosPresencial · Semipresencial · EAD

Em resumo

O Tecnólogo em Design de Interiores é a graduação que forma profissionais para planejar, projetar e gerenciar ambientes internos — residenciais, comerciais, corporativos e de lazer — com foco em funcionalidade, estética, conforto, segurança e saúde dos usuários. O curso articula conhecimento técnico (materiais, acabamentos, normas de segurança, ergonomia), repertório artístico e competência de gestão de projetos e orçamentos. A profissão é reconhecida pela Lei nº 13.369/2016 e não exige registro em conselho profissional obrigatório para o exercício legal da atividade de planejamento de ambientes internos.

O que você estuda

A grade integra fundamentos de desenho e representação gráfica, tecnologia de materiais e acabamentos, projeto e planejamento de ambientes, ergonomia e conforto ambiental, softwares especializados (AutoCAD, SketchUp) e legislação profissional, com ênfase em prática projetual desde o primeiro semestre.

Desenho e representação

Base técnica e artística para comunicar e documentar projetos de ambientes.

  • Desenho artístico
  • Desenho técnico
  • Perspectiva e representação gráfica
  • Geometria descritiva aplicada

Tecnologia de materiais e acabamentos

Conhecimento aplicado dos insumos que compõem o projeto: o que especificar, como combinar e onde aplicar.

  • Materiais de construção e revestimentos
  • Pavimentos e pisos
  • Tecidos e estofados
  • Combinações de cores e texturas
  • Mobiliário e ergonomia do produto

Software e apresentação de projetos

Ferramentas digitais de criação, detalhamento e apresentação profissional de projetos.

  • AutoCAD 2D e 3D
  • SketchUp
  • Softwares de renderização e visualização
  • Pranchas e memorial descritivo

Projeto e planejamento de ambientes

Desenvolvimento completo do processo projetual, da conceituação ao orçamento e gestão de execução.

  • Conceituação e briefing
  • Projeto de ambientes residenciais
  • Projeto de ambientes comerciais e corporativos
  • Orçamentação e gestão de materiais
  • Acompanhamento de obra e execução

Ergonomia, conforto e legislação

Dimensionamento correto de espaços, bem-estar dos usuários e conformidade normativa.

  • Ergonomia espacial
  • Iluminação natural e artificial
  • Acústica aplicada
  • Acessibilidade (NBR 9050)
  • Normas de segurança e legislação da construção civil

Disciplinas-chave

  • Desenho Técnico
  • AutoCAD
  • SketchUp
  • Materiais e Acabamentos
  • Projeto de Ambientes Residenciais
  • Projeto de Ambientes Comerciais
  • Ergonomia
  • Iluminação
  • Orçamento e Gestão de Projetos

Saídas profissionais

Modalidades

  • PresencialPermitida

    Aulas, ateliês de projeto, visitas técnicas e apresentações de pranchas realizadas integralmente na instituição, com acesso a laboratórios de maquete e materioteca.

  • SemipresencialPermitida

    Parte teórica (teoria da cor, história do design, legislação) cursada a distância com plataforma virtual; ateliês de projeto, apresentações e práticas laboratoriais realizadas presencialmente na instituição.

  • EaD (a distância)Permitida

    Curso ofertado predominantemente a distância, com conteúdos em plataforma virtual, aulas síncronas e mínimo de atividades presenciais/síncronas acrescido de provas presenciais, conforme o Decreto nº 12.456/2025 (Nova Política de EaD).

Como ingressar e pagar menos

  • ENEM + SISU (vagas em instituições públicas que oferecem o tecnólogo)
  • Vestibular próprio das instituições privadas
  • ProUni (bolsas integrais e parciais em instituições privadas participantes)

Design de Interiores participa do ProUni com bolsas integrais e parciais em instituições privadas participantes, e estudantes podem utilizar o FIES para financiar a mensalidade não coberta pela bolsa. No Educabolsa, a taxa de ativação da bolsa garante o desconto negociado com a instituição parceira — não é mensalidade nem pagamento à faculdade.

  • O diploma de Tecnólogo em Design de Interiores habilita ao exercício profissional conforme a Lei nº 13.369/2016 — não há exame de ordem nem registro obrigatório em conselho de classe.
  • Intervenções em elementos estruturais do imóvel (paredes portantes, instalações elétricas ou hidráulicas embutidas) exigem profissional regularizado perante o CREA ou CAU — a atribuição do designer de interiores concentra-se no planejamento do espaço interno não estrutural.

Regulamentação

Design de Interiores é oferecido exclusivamente como Tecnólogo, regido pela Resolução CNE/CP nº 1/2021 (diretrizes gerais dos cursos superiores de tecnologia) e pelo Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia (CNCST, versão vigente — Portaria MEC nº 208/2022), no eixo tecnológico de Produção Cultural e Design (código CINE Brasil 0212). A DCN para a graduação em Design (bacharelado) é a Resolução CNE/CES nº 5/2004, que orienta também as especializações em Design de Interiores. O exercício profissional é reconhecido pela Lei nº 13.369/2016, que não cria conselho obrigatório nem exige registro para atuação no planejamento de ambientes internos. O curso pode ser ofertado nas modalidades presencial, semipresencial e EaD, pois não está na lista de cursos de oferta exclusivamente presencial do Decreto nº 12.456/2025.

Conselho: Não há conselho de classe obrigatório para Designer de Interiores — a Lei nº 13.369/2016 reconhece a profissão sem criar autarquia reguladora.

Resolução CNE/CP nº 1, de 5 de janeiro de 2021 (Diretrizes Curriculares Nacionais para Cursos Superiores de Tecnologia)

Mitos e verdades

Mito

Designer de interiores precisa ser registrado no CAU ou no CREA.

Não. A Lei nº 13.369/2016 reconhece a profissão de Designer de Interiores sem criar conselho de classe obrigatório. O CAU fiscaliza arquitetos; o CREA fiscaliza engenheiros. O designer de interiores atua livremente no planejamento de ambientes internos não estruturais com o diploma em mãos.

Mito

O tecnólogo em Design de Interiores pode assinar qualquer reforma.

Não integralmente. O designer de interiores planeja o espaço interno, especifica materiais e gerencia a execução do projeto de ambientes. Alterações em elementos estruturais (demolição de paredes portantes, modificações em instalações elétricas ou hidráulicas embutidas) exigem profissional habilitado pelo CREA ou CAU.

Mito

Design de Interiores só pode ser feito presencialmente.

Não. Diferentemente de Medicina, Direito e outros cursos listados no Decreto nº 12.456/2025, Design de Interiores pode ser ofertado nas modalidades presencial, semipresencial e EaD, desde que atenda aos critérios de qualidade da Portaria MEC nº 381/2025.

Verdade

O tecnólogo em Design de Interiores é uma graduação plena reconhecida pelo MEC.

Sim. O Tecnólogo é nível superior completo (graduação), regulado pela Resolução CNE/CP nº 1/2021 e listado no Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia (CNCST). O diploma habilita ao exercício profissional e ao ingresso em pós-graduação lato e stricto sensu.

Perguntas frequentes

O que se estuda no curso de Design de Interiores?

A grade cobre cinco grandes eixos: desenho e representação gráfica (técnico e artístico), tecnologia de materiais e acabamentos (pisos, revestimentos, tecidos, mobiliário), softwares especializados (AutoCAD, SketchUp, renderização), projeto e planejamento de ambientes (residencial, comercial, corporativo) e ergonomia com legislação (NBR 9050, normas de segurança, iluminação, acústica). A prática projetual está presente desde o início do curso.

Quanto tempo dura a graduação em Design de Interiores?

O Tecnólogo em Design de Interiores tem duração típica de 2 anos (4 semestres). A carga horária mínima segue o Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia (CNCST, versão vigente — Portaria MEC nº 208/2022) para o eixo de Produção Cultural e Design, e as diretrizes gerais são estabelecidas pela Resolução CNE/CP nº 1/2021.

Designer de interiores precisa de registro no CAU ou no CREA?

Não. A profissão de Designer de Interiores é reconhecida pela Lei nº 13.369/2016 sem a criação de conselho profissional obrigatório. O CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo) é específico para arquitetos e urbanistas; o CREA é específico para engenheiros e profissões correlatas. O designer de interiores diplomado pode exercer a profissão legalmente sem registro nesses órgãos, desde que limite sua atuação ao planejamento de ambientes internos não estruturais.

Dá para fazer Design de Interiores a distância (EaD)?

Sim. Ao contrário de cursos como Medicina, Direito e Psicologia, Design de Interiores não está na lista de cursos de oferta exclusivamente presencial do Decreto nº 12.456/2025 (Nova Política de EaD). O curso pode ser oferecido nas modalidades presencial, semipresencial e EaD, respeitando os critérios de qualidade da Portaria MEC nº 381/2025. Na modalidade EaD, o Decreto exige mínimo de atividades presenciais ou síncronas e provas presenciais.

Tem ProUni e FIES para Design de Interiores?

Sim. Design de Interiores participa do ProUni com bolsas integrais e parciais em instituições privadas participantes, e estudantes podem usar o FIES para financiar a parcela da mensalidade não coberta pela bolsa. Pelo Educabolsa, a taxa de ativação da bolsa garante o desconto negociado com a faculdade parceira — não é mensalidade nem pagamento diretamente à instituição.

Qual a diferença entre Designer de Interiores e Arquiteto de Interiores?

O Designer de Interiores, formado pelo tecnólogo, planeja, especifica materiais e gerencia a execução de projetos de ambientes internos. O Arquiteto (formado em Arquitetura e Urbanismo, bacharelado de 5 anos, registrado no CAU) tem atribuições mais amplas, incluindo a assinatura de projetos com alterações estruturais, aprovação em prefeitura e responsabilidade técnica por obras. Para projetos que envolvam intervenções estruturais ou aprovação legal, é necessário arquiteto ou engenheiro habilitado.

O diploma de Tecnólogo em Design de Interiores permite entrar em pós-graduação?

Sim. O Tecnólogo é uma graduação plena (nível superior completo), reconhecida pelo MEC conforme a Resolução CNE/CP nº 1/2021. O diploma habilita o ingresso em cursos de pós-graduação lato sensu (MBA, especialização) e stricto sensu (mestrado, doutorado), desde que o candidato atenda aos requisitos do programa.

Fontes

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