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Graduação em Engenharia de Energia

Bacharelado5 anosPresencial · Semipresencial

Em resumo

A graduação em Engenharia de Energia é o bacharelado que forma engenheiros para projetar, otimizar e gerenciar sistemas de geração, distribuição e consumo de energia em suas múltiplas modalidades — convencional, renovável e híbrida — com foco em sustentabilidade ambiental e eficiência técnica. Diferencia-se da Engenharia Elétrica por integrar, em um único currículo, fontes renováveis (solar, eólica, biomassa), sistemas de armazenamento, conversão de energia e gestão energética. O concluinte obtém o título de Engenheiro de Energia e deve registrar-se no CREA estadual, vinculado ao CONFEA, para o exercício legal da profissão.

O que você estuda

A grade curricular articula um núcleo básico de ciências exatas (matemática, física e química aplicadas), um núcleo profissionalizante em sistemas de energia e um eixo aplicado de estágio, TCC e atividades complementares — tudo estruturado pelas DCN de Engenharia (Resolução CNE/CES nº 2/2019, alterada pela Resolução CNE/CES nº 1/2021).

Núcleo básico

Fundamentos científicos e matemáticos que sustentam a análise de sistemas energéticos.

  • Cálculo Diferencial e Integral
  • Álgebra Linear
  • Equações Diferenciais
  • Física Geral (mecânica, eletromagnetismo, óptica)
  • Química Geral e Ambiental
  • Termodinâmica Clássica
  • Transferência de Calor e Massa
  • Mecânica dos Fluidos

Conversão e sistemas de energia

Núcleo central do curso: tecnologias e sistemas para geração, conversão e distribuição de energia.

  • Máquinas Elétricas
  • Circuitos Elétricos
  • Sistemas de Potência
  • Centrais Geradoras (hidráulica, térmica, nuclear)
  • Energia Solar Fotovoltaica e Térmica
  • Energia Eólica
  • Biomassa e Biogás
  • Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH)
  • Armazenamento de Energia

Eficiência e gestão energética

Métodos para reduzir perdas, planejar o uso racional da energia e avaliar projetos.

  • Eficiência Energética Industrial e Predial
  • Auditoria Energética
  • Gestão de Recursos Energéticos
  • Mercado de Energia Elétrica
  • Tarifação e Regulação do Setor Elétrico
  • Análise de Ciclo de Vida
  • Sustentabilidade e Impacto Ambiental

Instrumentação e controle

Ferramentas para medir, monitorar e automatizar sistemas de energia.

  • Eletrônica de Potência
  • Instrumentação Industrial
  • Sistemas de Controle
  • Simulação Computacional de Sistemas Energéticos
  • Automação e SCADA

Prática e integração

Componentes obrigatórios de aplicação profissional real.

  • Estágio Supervisionado
  • Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)
  • Atividades Complementares
  • Disciplinas Eletivas de aprofundamento

Disciplinas-chave

  • Termodinâmica Clássica
  • Máquinas Elétricas
  • Sistemas de Potência
  • Energia Solar Fotovoltaica
  • Energia Eólica
  • Eficiência Energética
  • Gestão de Recursos Energéticos
  • Circuitos Elétricos
  • Biomassa e Biogás
  • Eletrônica de Potência

Saídas profissionais

Modalidades

  • PresencialPermitida

    Modalidade plena: todas as aulas, laboratórios, atividades práticas e estágio supervisionado realizados presencialmente na instituição.

  • SemipresencialPermitida

    Autorizada pelo Decreto nº 12.456/2025: a parte teórica pode ser cursada a distância (assíncrona ou síncrona on-line), enquanto laboratórios, práticas experimentais e estágio supervisionado são realizados presencialmente.

  • EaD (a distância)Não permitida

    Vedado para os componentes práticos obrigatórios. O Decreto nº 12.456/2025 não inclui Engenharia de Energia no rol de cursos exclusivamente presenciais, mas as atividades laboratoriais e o estágio obrigam presença física, inviabilizando a oferta integralmente a distância.

Como ingressar e pagar menos

  • ENEM + SISU (vagas em instituições públicas como UFPR Palotina, UFRGS, UERGS e UFPA)
  • Vestibular próprio das instituições privadas
  • Processo seletivo específico com nota do ENEM em faculdades parceiras

Engenharia de Energia está entre os cursos de engenharia elegíveis para o ProUni (bolsas integrais e parciais) e para o FIES em instituições privadas participantes; cursos de engenharia têm prioridade na distribuição de vagas do FIES por microrregião conforme política MEC 2025-2026. Pelo Educabolsa, a taxa de ativação da bolsa garante o desconto negociado com a instituição parceira — não é mensalidade nem pagamento direto à faculdade.

  • O registro no CREA estadual (vinculado ao CONFEA) é obrigatório para exercer a profissão de Engenheiro de Energia após a colação de grau.
  • O curso é ofertado predominantemente no período integral; verifique disponibilidade noturna antes de se inscrever.
  • A aprovação no exame de suficiência não é requisito para concluir a graduação, mas o registro profissional no CREA é condição para assinar projetos e laudos técnicos.

Regulamentação

O curso segue as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Engenharia (Resolução CNE/CES nº 2, de 24 de abril de 2019, alterada pela Resolução CNE/CES nº 1/2021), com carga horária mínima entre 3.600 e 4.000 horas e estágio supervisionado obrigatório. O exercício profissional exige registro no CREA estadual, regulado pelo CONFEA com base na Lei nº 5.194/1966; as atribuições específicas do Engenheiro de Energia são normatizadas pela Resolução CONFEA nº 1.073/2016.

Conselho: CONFEA / CREA — Conselho Federal de Engenharia e Agronomia / Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia

Resolução CNE/CES nº 2, de 24 de abril de 2019 — Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Engenharia

Mitos e verdades

Mito

Engenharia de Energia é a mesma coisa que Engenharia Elétrica.

São cursos distintos. Engenharia de Energia integra, em um único currículo, fontes renováveis, gestão energética e eficiência energética — áreas que na Elétrica aparecem apenas como eletivas ou especializações. O Engenheiro de Energia tem registro e atribuições próprias definidas pela Resolução CONFEA nº 1.073/2016.

Mito

Não precisa registrar no CREA para trabalhar com energia solar.

Para dimensionar, projetar e assinar laudos e projetos fotovoltaicos ou de qualquer instalação de geração de energia, o registro no CREA é obrigatório pela Lei nº 5.194/1966. Trabalhar sem registro sujeita o profissional a sanções legais e inviabiliza aprovação de projetos em concessionárias e órgãos públicos.

Mito

O curso pode ser feito totalmente a distância.

Não. As atividades laboratoriais e o estágio supervisionado exigem presença física. O Decreto nº 12.456/2025 permite semipresencialidade para a parte teórica, mas a componente prática obrigatória não pode ser integralmente substituída por ensino remoto.

Verdade

O setor de energias renováveis é um dos que mais contratam engenheiros no Brasil.

O Brasil é um dos maiores geradores de energia renovável do mundo, com matriz elétrica composta majoritariamente por fontes limpas. A expansão da geração solar distribuída, dos parques eólicos e das usinas de biomassa impulsiona a demanda por Engenheiros de Energia — especialmente para projetos, licenciamento e operação.

Perguntas frequentes

O que se estuda em Engenharia de Energia?

A grade combina um núcleo básico de matemática, física e química, um núcleo profissionalizante em sistemas de potência, máquinas elétricas, energia solar, energia eólica, biomassa, eficiência e gestão energética, e um eixo prático com estágio supervisionado e TCC. A estrutura segue as DCN de Engenharia (Resolução CNE/CES nº 2/2019).

Quanto tempo dura o curso de Engenharia de Energia?

Cinco anos (10 semestres), com carga horária entre 3.600 e 4.000 horas dependendo da instituição. A UFPR Palotina, por exemplo, tem currículo de 3.710 horas; a UFRGS, de 4.027 horas.

Preciso me registrar no CREA para trabalhar como Engenheiro de Energia?

Sim. O registro no CREA estadual é obrigatório para o exercício legal da profissão — assinar projetos, laudos e Anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs). A base legal é a Lei nº 5.194/1966; as atribuições específicas do Engenheiro de Energia são definidas pela Resolução CONFEA nº 1.073/2016.

Dá para fazer Engenharia de Energia a distância (EaD)?

Não integralmente. O Decreto nº 12.456/2025 permite que parte teórica seja cursada em modalidade semipresencial, mas laboratórios e estágio supervisionado exigem presença física. Uma oferta 100% EaD não é viável para este curso.

Qual a diferença entre Engenharia de Energia e Engenharia Elétrica?

Engenharia de Energia especializa-se em fontes, conversão, distribuição e gestão de energia de forma integrada — incluindo renováveis, eficiência energética e sustentabilidade como núcleo do currículo. Engenharia Elétrica tem foco mais amplo em eletrônica, telecomunicações e automação, abordando energia como uma das vertentes. Os registros e atribuições profissionais no CREA também diferem, conforme a Resolução CONFEA nº 1.073/2016.

Tem ProUni e FIES para Engenharia de Energia?

Sim. Engenharia de Energia é elegível para o ProUni (bolsas integrais e parciais) e para o FIES em instituições privadas participantes. Cursos de engenharia têm prioridade na distribuição de vagas do FIES por microrregião conforme política MEC 2025-2026. Pelo Educabolsa, a taxa de ativação da bolsa garante o desconto negociado com a faculdade parceira.

Em quais universidades públicas existe o curso de Engenharia de Energia no Brasil?

Entre as instituições federais e estaduais que oferecem o curso estão UFPR (campus Palotina), UFRGS (Porto Alegre), UERGS e UFPA. A oferta ainda é concentrada em algumas regiões; nas privadas, o curso está presente em um número crescente de campi, especialmente no Sul e Sudeste.

Fontes

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