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O que faz um(a) Jornalista?

Também conhecido como: Repórter, Redator(a) Jornalístico(a), Correspondente

Em 1 minuto

Profissional habilitado(a) a coletar, apurar, redigir e divulgar informações de interesse público em múltiplos formatos e plataformas, exercendo papel fundamental na garantia do direito à informação. Atua em redações, assessorias, produções audiovisuais e ambientes digitais, sendo responsável pela veracidade e contextualização dos fatos que reporta.

O que faz um(a) Jornalista

Principais responsabilidades

  • Apurar e checar informações junto a fontes primárias e secundárias
  • Redigir e editar textos, roteiros e scripts jornalísticos
  • Cobrir eventos, coletivas e pautas in loco ou remotamente
  • Analisar e comentar acontecimentos com embasamento factual
  • Produzir reportagens em formatos variados: texto, áudio, vídeo e dados
  • Zelar pela precisão factual e ética jornalística em cada publicação

Entregáveis típicos

Matérias e reportagens publicadasRoteiros e scripts de rádio/TV/podcastInfográficos e visualizações de dadosPress releases e notas à imprensa (assessoria)Newsletters e posts editoriaisRelatórios de cobertura e clipping

Áreas de atuação e setores

Jornalismo Impresso e DigitalTelejornalismoRadiojornalismoJornalismo de DadosAssessoria de ImprensaJornalismo InvestigativoProdução Audiovisual e PodcastsBranded Content e Marketing de ConteúdoNewsletters e Mídias SociaisJornalismo Científico e de Saúde

Onde se trabalha

Redações de Jornais e RevistasEmissoras de Rádio e TelevisãoPortais e Plataformas DigitaisAssessorias de Imprensa CorporativasAgências de ComunicaçãoSetor Público (comunicação governamental)Terceiro Setor e ONGsStartups de Mídia

Formação e requisitos

Graduação
Bacharelado em Jornalismo
Duração
4 anos
Modalidade
Presencial, semipresencial e EaD; carga horária mínima de 3.200 horas conforme Resolução CNE/CES nº 1/2013. Desde 2013 o Jornalismo é curso independente, não mais habilitação de Comunicação Social.
Exigência legal
Desde a decisão do STF no RE 511.961/SP (17/06/2009), o diploma de curso superior em Jornalismo NÃO é exigido para o exercício da profissão no Brasil. O registro profissional junto ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTb/MTE), previsto na Lei nº 7.084/1982, voltou a ser obrigatório a partir de 21 de abril de 2020, após a revogação da MP 905/2019. A Carteira Nacional de Jornalista, emitida pela FENAJ por meio dos sindicatos estaduais, é o documento oficial de identidade profissional da categoria e válida em todo o território nacional.

Certificações relevantes

  • Carteira Nacional de Jornalista · FENAJ / Sindicato EstadualAlta
  • Especialização em Jornalismo de Dados · Diversas universidades e institutos (ex.: Knight Center/UT Austin)Alta
  • Certificação em Fact-Checking · Agência Lupa / ABIMédia

Habilidades essenciais

Técnicas

  • Redação jornalística
  • Apuração e checagem de fatos
  • Edição de texto e revisão
  • Jornalismo de dados e planilhas
  • Produção audiovisual básica
  • SEO e distribuição digital

Comportamentais

  • Curiosidade intelectual e senso crítico
  • Comunicação clara e objetiva
  • Gestão de prazos sob pressão
  • Ética e responsabilidade informacional
  • Resiliência em coberturas de campo

Ferramentas

  • CMS
  • Planilhas e ferramentas de dados
  • Edição de áudio
  • Edição de vídeo básica
  • Ferramentas de verificação
  • Plataformas de distribuição

Trajetória de carreira

  1. 1
    Jr
    Repórter Júnior / Estagiário
    0–2 anos

    Apuração básica, cobertura de pautas menores, editorias locais

  2. 2
    Pl
    Repórter Pleno
    2–5 anos

    Pautas investigativas, fontes consolidadas, especialização em editoria

  3. 3
    Sr
    Repórter Sênior / Editor
    5–10 anos

    Edição de equipe, definição de pauta, projetos editoriais

  4. 4
    Lead
    Editor-Chefe / Diretor de Redação
    10+ anos

    Gestão editorial, linha editorial do veículo, relacionamento institucional

JúniorPlenoSêniorEditor-Chefe / Diretor

Especialista Editorial

  • Repórter → Repórter Especial → Colunista
  • Jornalismo investigativo e de dados
  • Correspondente internacional

Gestão de Redação

  • Editor de Seção → Editor Executivo → Editor-Chefe
  • Gestão de equipes e orçamento editorial
  • Estratégia de produto jornalístico

Assessoria e Comunicação Corporativa

  • Assessor(a) de Imprensa → Gerente de Comunicação → Head de Comunicação
  • Gestão de crise e porta-voz
  • Branded content e comunicação institucional

Quanto ganha um(a) Jornalista

NívelSalário médio (mês)Experiência
JúniorR$ 2.695Estimado pelo percentil 25 (CAGED)
PlenoR$ 3.900Estimado pela mediana (CAGED)
SêniorR$ 10.000Estimado pelo percentil 90 (CAGED)

Média geral: R$ 4.732/mês · Fonte: Novo CAGED / Ministério do Trabalho e Emprego (microdados) · Coleta: 2026-04

  • Médias salariais de admissão (salário de contratação), 2025-06 a 2026-04.
  • Valores ponderados por nº de registros; faixas estimadas por percentis.
  • CBO exato

Evolução salarial por estado (últimos 11 meses)

R$ 4kR$ 5kR$ 7kR$ 8kjun/25nov/25abr/26
SPRJMGRSPR

Mercado e tendências

Crescimento anual
Crescimento moderado, puxado por assessorias corporativas e mídia digital
Vagas ativas
Demanda consistente em assessorias, portais digitais e redações multiplataforma
Tendência salarial
+13.7%(2025-06→2026-04)
  • Jornalismo digital e multiplataforma é o principal vetor de contratação nas redações contemporâneas
  • Assessorias de imprensa corporativas e agências de comunicação absorvem parcela crescente dos profissionais
  • Jornalismo de dados e fact-checking ganham espaço como especialidades valorizadas pelo mercado
  • Newsletters independentes e podcasts jornalísticos abriram caminhos para atuação autônoma e freelancer
  • Veículos regionais e locais apresentam alta demanda, especialmente para cobertura política e de serviços

Tendências para os próximos anos

Jornalismo de dados e visualização interativa como competência-chave nas redações digitais
Uso de IA generativa para apoio à apuração, transcrição e triagem de documentos
Expansão de newsletters e podcasts independentes como modelo de negócio jornalístico
Crescimento do fact-checking institucional em resposta à desinformação
Jornalismo hiperlocal e comunitário em plataformas de baixo custo

Mitos e verdades

Mito

Qualquer pessoa pode exercer o jornalismo sem formação

O STF declarou inconstitucional a exigência de diploma para o exercício do jornalismo (RE 511.961/SP, 2009). O registro profissional junto ao MTE e a Carteira Nacional de Jornalista são obrigatórios, conforme a Lei nº 7.084/1982, mas a graduação em si não é requisito legal.

Mito

Jornalismo está morrendo por causa do digital

O digital transformou os formatos, mas criou novas demandas: newsletters, podcasts, jornalismo de dados e conteúdo multiplataforma expandiram o campo de trabalho.

Verdade

Assessoria de imprensa é uma das saídas mais frequentes do jornalista

Grande parte dos jornalistas formados atua em assessorias corporativas, governamentais e de ONGs, área que costuma oferecer remuneração acima da média das redações.

Mito

Jornalismo EaD tem o mesmo valor que presencial no mercado

Embora o MEC autorize EaD para Jornalismo, as principais redações e agências priorizam candidatos com experiência prática de laboratório e estágio, mais presentes em cursos presenciais.

Como começar

  1. 1Cursar Bacharelado em Jornalismo em instituição reconhecida pelo MEC
  2. 2Fazer estágio em veículo ou assessoria ainda na graduação
  3. 3Construir portfólio com matérias publicadas ou laboratórios universitários
  4. 4Obter a Carteira Nacional de Jornalista após formatura (FENAJ/sindicato estadual)
  5. 5Especializar-se em uma editoria ou formato (dados, vídeo, investigativo)
  6. 6Construir presença pública no LinkedIn e redes jornalísticas

Quem já trabalha na área

Comecei cobrindo política municipal para um portal regional. O diferencial foi dominar jornalismo de dados ainda na faculdade — isso abriu portas em redações que buscavam jornalistas que saibam trabalhar com planilhas e visualizações.
Fernanda LopesRepórter Digital · São Paulo-SP
Migrei para assessoria de imprensa após cinco anos em redação. O conhecimento do lado editorial me tornou um assessor muito mais eficiente: sei exatamente o que o jornalista precisa e como construir uma relação de confiança com a imprensa.
Rodrigo CavalcanteEditor de Conteúdo · Recife-PE
Investigação exige paciência e método. Passei anos cobrindo legislativo antes de entrar no jornalismo investigativo. Hoje a profissão me dá a satisfação de ver mudanças concretas a partir de reportagens que levamos meses para construir.
Patrícia DrummondJornalista Investigativa Sênior · Brasília-DF

Perguntas frequentes

O que faz um(a) jornalista no dia a dia?

Apura, redige e edita matérias e reportagens; cobre eventos, entrevistas e coletivas; checa fatos e consulta fontes primárias; produz conteúdo em diferentes formatos (texto, áudio, vídeo, dados); e, em assessorias, elabora press releases, notas e clippings para organizações.

Quanto ganha um(a) jornalista no Brasil?

Segundo microdados do Novo CAGED (MTE, referência abril/2026), a média salarial do jornalista no Brasil é de R$ 4.762. Profissionais em início de carreira (Júnior) recebem em torno de R$ 2.695, a mediana do mercado (Pleno) fica próxima a R$ 3.900, e os profissionais mais experientes ou em grandes veículos/corporações (Sênior) podem alcançar R$ 10.000 ou mais.

É obrigatório ter graduação em Jornalismo para trabalhar na área?

Não. O STF declarou inconstitucional a exigência de diploma para exercer o jornalismo (RE 511.961/SP, 17/06/2009). O que permanece obrigatório é o registro profissional junto ao MTE (Carteira Nacional de Jornalista, emitida pela FENAJ/sindicatos estaduais), reativado em 21/04/2020. A graduação em Jornalismo não é requisito legal, mas é fortemente valorizada pelo mercado e proporciona formação prática, estágios e portfólio.

Qual é o órgão de classe do jornalista?

Não existe Conselho Federal de Jornalismo (o projeto foi rejeitado em 2004). O órgão representativo nacional é a FENAJ — Federação Nacional dos Jornalistas (fenaj.org.br), que orienta a categoria com base no Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros e, por meio dos sindicatos estaduais, emite a Carteira Nacional de Jornalista.

Jornalista pode trabalhar remoto?

Sim, especialmente em editorias digitais, jornalismo de dados, newsletters e assessorias de imprensa. Coberturas de campo (eventos, audiências, manifestações) ainda exigem presença física. Startups de mídia e veículos 100% digitais são os ambientes mais abertos ao trabalho remoto.

Fontes

Última revisão: 2026-06-02

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